Madame Nilza completa mais um ano de vida.
Chegando agora aos 70 anos.

Mas como a festa só será sábado...
Vamos aguardar as novidades deste ano.
Alergia.
Madame Nilza é Phyna {lê-se Fina!}. E tem alergia de peixe de pobre.

Peixe de pobre são todos aqueles enlatados, por mais caros que sejam, são vendidos em mercados, qualquer mercado, e pensar em ir à um mercado já faz Madame Nilza ter náuseas.

Mas como Madame é humilde, ela passou por uma situação complicada.

Madame foi passar um tempo com a sua filha mais velha.
E no meio da semana a filha disse que faria sardinha na janta.
Para não fazer desfeita, Madame foi com todo o seu glamour até a farmácia e comprou seu remédio anti-alérgico.

Após o jantar, ela começou embolotar, foi até o quarto, pegou o remédio e tomou.
Mas mesmo assim o resultado do remédio não foi imediato e a filha percebeu o empipocamento.

"Mãe, que foi?"
"Ah, uma alergiazinha básica, mas já tomei o remédio."

Claro que a filha falou um monte e se ela sabia que era alérgica, porque comeu?
Ela faria outra coisa pra Madame comer.
Choveu as hipóteses mais drásticas do mundo.

Mas Madame Nilza quer evitar dar trabalho pros outros, como, nesse caso, fazer outra mistura.
Já que ela vai comer, já toma o remédio.

Garota esperta!

Dica da Madame: Passe mal, mas não faça desfeita. Mantenha a pose! Diva {embolotada}!
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Lua-de-Mel
Apesar de tudo, Madame Nilza era uma típica menina do interior de Alagoas e depois de chegar à São Paulo, não esqueceu suas raízes nem por um momento.
Se casou cedo, como todas as meninas do interior, com seus 19 anos.

Madame casou-se virgem, como toda moça de respeito deveria fazer.
Foi à lua-de-mel e para provar a todos que era uma moça de respeito além da conta e da língua das vizinhas, voltou virgem!

Madame Nilza nada sabia dos prazeres, quer dizer, dos pecados da vida e aprovetou a lua-de-mel em companhia do seu recém feito esposo para passear e curtir bons momentos e belas paisagens ao seu lado.

Porém, em pouco tempo depois da volta do casal Madame Nilza cedeu as vontades de seu marido, como toda boa esposa deve fazer, cumprindo com os deveres de esposa.


Conversando com Madame sobre esse comportamento notável e honrável da jovem dama antes e durante os primeiros momentos de seu casamento, deparei me com o seguinte comentário:

"Eu era tão ingênua e boba. Se soubesse como as coisas eram antes, não tinha nem sequer esperado o casamento para dar!"

E o assunto se encerra com mais um conselho da Madame Nilza:

"Hoje em dia ninguém se casa virgem. Se as moças dão antes de casar, não vejo razão nenhuma para sair do conforto da casa dos pais para virar dona de casa, cumprir com as obrigações de esposa e dona do lar, e ainda cuidar de um marmanjo. Poderiam simplesmente continuar o namoro por longos anos e ter muito mais benefícios e mimos. Esse negócio de casar só servia mesmo pra poder dar a vontade, mas hoje em dia, no auge da modernidade, aconselho a todas que não deixem a casa de suas famílias por um casamento que não ofereça benefícios equivalentes aos que você já tem."
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Bailando...
Madame Nilza tinha uma fiel amiga de bailes, Jovelina, intimamente chamada de Jô.

Após uma longa sexta-feira de trabalho em dois empregos {esta sexta-feira que bem podia ser uma segunda, terça, quarta, domingo, não fazia diferença para Madame} Madame Nilza chegava em casa exausta, tomava seu banho quente, se colocava na sua glamourosa camisola azul com rendas.

Uma camisola comprada numa época de vacas gordas, uma das raras e rápidas épocas das vacas gordas, por isso todo o glamour.

Deitava-se confortável em sua cama e tocava o telefone...

Jô: Oi Nilzinhaaaaa!
Madame: Espero que tenha um bom motivo pra me incomodar uma hora dessas...
Jô: Vamos pro baile, descobri que umas pessoas interessantes vão hoje e...
Madame: Passa aqui, to no portão em cinco minutos!
Jô: Legal nilza, vamos fazer assim...
Nilza: ... {Desligou o telefone}
Jô: ... {Nilza Louca!}

É o tempo de levantar da cama, dar uma desamassada na camisola, calçar a sandália alta e passar uma maquiagem relampágo.

Jô chega para pegá-la e vê Madame num lindo vestido azul, com renda no decote, pensa: "Que charme, ela devia já estar pronta, essa safada."
Elas chegam no baile e dançam muito, se jogam na pista.
Madame faz sucesso com seu vestido-antiga-camisola-azul-com-renda-no-decote.
Depois de algum tempo, aparece um par mais interessante para dançar com a Madame Nilza. Ela aceita, claro!

Mais tarde, Jô já tá só o pó. Sol se preparando para nascer, quase clariando o dia, Jô procura a Madame para partirem, mas Madame Nilza já não está mais no baile.
Jô ainda dá um tempo pra ver se ela aparece, mas depois de mais de uma hora de espera, nada.
Que falta faz um celular... Ou não, pois com certeza atrapalharia as peripécias da Madame.

Pela manhã, Madame chega em casa. Tem poucas horas pra descansar, pois logo vai acordar para mais um dia de trabalho.

Mas ela nem liga, se divertiu, Jô já está acostumada com suas sumidas, por isso mesmo nem vão mais com o carro da Madame Nilza, pois ela já sumiu diversas vezes e deixou a pobre Jô largada no baile.

Uma boa amiga, uma camisola nova e muito ânimo é suficiente para diversão e uma boa noite para Madame Nilza.

"Se no céu só tem anjinho, acho que não é uma boa idéia ir pra lá..."

Apenas uma vida bem vivida.
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Peripércias de Madame Nilza no interior.
Peripércias de Madame Nilza no interior.
Parte I

Madame veio passar uma ilustre temporada no interior, dividindo sua estadia em duas casas, dos seus dois filhos.

Chegou num domingo de tarde e ficou até quarta, por volta das seis horas, na casa do filho e foi para casa da sua filha e ficou até o domingo seguinte.

Esses poucos dias já foram mais do que suficientes para que Madame causasse o suficiente no interior.


Na primeira noite, tudo era novo para ela e Madame acabou ficando ansiosa e levantando de meia em meia hora pra usar o banheiro e beber água.
Mas como o filho dela é um pouco assustado, na primeira vez que ela acordou ele se levantou pra ver o que houve com ela.

Ela disse que não era nada de mais, só precisava usar o banheiro, mas o filho deu-lhe uma bronca por não ter acendido a luz.

Madame levantou-se novamente em meia hora, e para não preocupar a família e dizer que estava tudo bem, resolveu cantar.
É, que mal há em cantarolar uma bela canção às duas da manhã de um domingo pra uma segunda, quando o seu filho vai acordar as seis e meia para ir trabalhar?
Pelo menos todos saberiam que ela está bem e não precisariam levantar.

Madame levantou-se umas sete vezes durante a primeira noite e em todas elas cantarolou uma melodia diferente e bem alto, para que até os vizinhos soubessem que ela estava perfeitamente bem.

A família quase não dormiu, mas tudo bem.


Conversando depois, durante o dia, Madame Nilza comentou que quando tem insonia ela não conta carneirinhos não. Ela reza.
Já imaginei ela deitada e a Ave Maria pulando a cerquinha da sua mente, se intercalando com um Pai Nosso, tropeçando na roupa comprida que ela tinha que levantar pra pular.
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Sra. Simon
Madame Nilza ouve e recomenda:
“Eu já fui di você...
Eu já fui di você...
Meu amor eu não me esqueço que eu já fui di vocêeeee!”

 Gino e Geno - Eu já fui de você


Madame Nilza se casou cedo.
Com 19 anos já estava casada com seu único marido, Sr. Simon. Fazendo Madame deixar seu sobrenome de típica nordestina brasileira, Silva, para vir a ser a tão nobre Sra. Simon.
Este sobrenome provém da Hungria, caso haja curiosidade, mas isso será abordagem para outra data.

Madame viveu com o seu marido durante aproximadamente quinze anos, quando ele adoeceu, ele contraiu uma doença que na época em questão era muito rara. Câncer no intestino.
Ele passou por algumas cirurgias até que seu intestino foi totalmente retirado e substituído por uma bolsa, o médico estipulou que ele teria no máximo três anos de vida, mas sua sentença de morte estava errada, ele durou apenas três meses.
Madame Nilza ficou arrasada com a perda do marido, e seus filhos também.

Foi uma época trágica na família de Madame, após gastar muito dinheiro com remédios para seu moribundo marido, ele veio a falecer, deixando Madame com quatro filhos para criar, mais a mãe louca do marido.
Mas isso não foi motivo para abater Madame Nilza, ela trabalhava em dois empregos para sustentar a família, e ainda cuidava da casa, dos filhos e da sogra louca {que também vai ser motivo de post futuramente.}!
Algum tempo depois a velha morreu e os filhos seguiram seus caminhos.
Nilza, que sempre foi adepta aos namoros, esta época trabalhava numa casa de bailes. Nesta casa ela trabalhava no bar e nos dias em que tinha bingo ela que cantava.
{Já fui em alguns bingos cantados pela Madame, mas era tão pequena que nem lembro se ganhei alguma coisa, mas lembro que tomei muitas coca-cola em garrafa de vidro naquele bar.}
Mas Madame sempre dançava muito, e numa dessas danças ela conheceu um senhor que se apaixonou por ela. Ela dançava sempre com ele, se é que me entendem...
Porém, a vida é curta pra algumas figuras e este, assim como seu marido, foi-se para o outro mundo.

Passado pouco tempo Madame já tinha outro pretendente, o Naná. Este conhecido bem até pela família da Nilza, tinha o sonho de namorar sério com ela e quem sabe até casar.
Mas a nossa diva não curtia esse tipo de relacionamento mais, com filhos criados e cada um na sua própria família, uma vida bem estruturada, com casa, carro, emprego, independência e par para dançar no baile, quem precisaria se casar?
Nilza estava bem com seu companheiro de baile, e caso ele não aparecesse em alguma noite, nada a impedia de arrumar outro, simples assim.
Basta estar vivo pra morrer, é o que diz o ditado e lá se foi mais um.
Mas a vida continua pra quem permanece do lado de cá!
Madame continuou indo aos seus bailes e dançando muito, como dizem hoje, sempre “na pista pra negócio”!

Conta a lenda que Madame Nilza enterrou um marido e dois namorados, mas nunca saberemos ao certo pois houveram muitos que foram apenas companheiros de valsa.

Uma vez, ao ajudar a ilustre Madame organizar uma agenda de telefones, fui perguntando quem era cada nome que lia:

Eu: Anália?
M. Nilza: nem precisa colocar o telefone desta!
Eu: ...
M. Nilza: morreu!

Eu: Caetano?
M. Nilza: hum... num sei muito bem... nem coloca que eu não vou ligar!

Eu: Edmundo?
M. Nilza: nem é mais famoso, apaga!

Eu: Genovívina?
M. Nilza: Já foi tarde, essa velha filha de uma ronca e fuça! Nem sei porque cargas d’água tenho o telefone dela ai!

Eu: O telefone da Jovelina continua esse?
M. Nilza: essa infiliz da Jô nem me liga mais, nem vem aqui, eu é que não vou ligar pra essa viada!

Obs. Jô é a antiga companheira de baile, amiga da Madame.

Eu: Lino?
M. Nilza: apelido bonito do menino, né? Claro, se chamava... Albertolino Oriosvaldo. Mãe criativa e ingrata. Já faz tanto tempo, acho que ele nem lembra mais de nada, deve já tá caduco e rabugento. O próximo?

Eu: Valdomiro?
M. Nilza: nossa! Fiquei sabendo que foi preso há um tempo atrás, eu sempre soube que ele era malandro, aquele safado, sem vergonha, sempre aprontava com quem não conhecia ele direito...

E por aí vai a lista de desconhecidos, falecidos, ex-amigos, entre outros contatos de Madame Nilza.

Percebe-se que Madame sempre mantém seu vocabulário limpo e culto!
Uma semana com ela é tempo suficiente para aprender as mais diversas formas de elogiar alguém de forma graciosa e com simples dialetos.

Madame Nilza volta em breve, com muito mais cultura e sabedoria para transmitir a todos!

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3a Marcha?
Madame Nilza sempre dirigiu!
Ela é uma diva e divas não andam de ônibus.
Tenho suspeitas de que Madame nem sabe como é um onibus por dentro! mas não vem ao caso!

Por mais pobre que fosse a família, ela sempre teve carro.
Porém seu meio de locomoção nos tempos primórdios era uma Romizetta {é assim que se escreve?}, que eu não sei se pode ser consederado um carro.
Ela comprou quando seus filhos tinham por volta dos dez anos, isso quer dizer, em meados de 1970.
Era o sucesso da rua, porque até então ninguém tinha carro! E todos os vizinhos achavam o máximo ajudar a empurrar a Romizetta até pegar!

Mas esse não era bem o assunto de hoje.

Após alguns anos, Madame Nilza comprou um fusca.
Essa sim foi uma aquisição de ouro!
Ela ia para todos os lugares com seu fusca de cor estranha, bege, ocre, mostarda, sabe se lá bem de que cor que era!
Mas ela sempre foi uma pessoa prática e rápida, isso quer dizer, ela sempre gostou de chegar rápido aos lugares, sem perder tempo, logo, corria muito com o fusca, que na época, era um luxo!

Após algum tempo passeando por aí com seu belo fusca, num dia ensolarado e promissor, ela resolveu sair com seu fusca e um de seus filhos resolveu ir com ela.
Ela começou a dirigir, e acelerava muito, o carro gritando, até que seu filho exclamou:
"Mãe, coloca na terceira marcha!"
Madame Nilza se assustou e se surpreendeu ao ver que o carro ia além da segunda marcha e podia correr bem mais!

Nossa, ela explodiu em felicidade!
Poxa, isso sim é que foi uma boa aquisição, o fusca corria muito!

E por aí foi, Madame Nilza correndo com aquele fusca durante muitos e muitos anos...
Usando a terceira e quarta marcha!
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Missa do galo
Madame Nilza gosta de assistir à missa do galo celebrada à meia-noite na Igreja do Bom Fim, que é perto de sua casa!
Porém ficar acordada até meia-noite e assistir toda a missa era difícil para ela!
Ela sempre se sentava e durante a missa tirava leves cochilos, mas nada que comprometesse o desenvolver da missa!

Uma bela noite ela foi à missa, mas quando ela chegou a igreja já estava lotada, não sentou-se, ficou próxima à coluna, na lateral da Igreja. No meio da missa Madame cochilou e... caiu!

A Igreja parou!

Todos que estavam na missa foram acudí-lá, e ela falou que tinha passado mal, mas já tava melhorando!

Nunca que Madame, diva como é, ia dizer que cochilou né!?!

Mas deu tudo certo e a missa proseguiu normal!
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Aniversário Da Madame Nilza!
Então... a minha primeira postagem aqui e já começo sem palavras pra descrever a Madame Nilza...
mais um aniversário com reunião da familia, dos parentes vindos de onde judas perdeu as meias só pra ve-la...
ainda bem que dessa vez os parentes de Interlagos nao deram os ares de sua graça, ou quase isso...

Falando nisso...
vamos a mais um causo de aniversario dessa ilustre dama...

há uns tres ou quatro anos atras, num mesmo 13 de abril, ela estava em sua casa, desfrutando da paz, já que seu aniversario caira durante a semana, e os filhos e netos apenas deram uma rapida passada em sua residência, sem se demorar.
Eis que... a campainha toca.
Ela ve alguns rostos familiares mas nao se lembra de onde...
Ahhhh, alguns parentes distantes, residentes em Interlagos que foram visitá-la.
Surpresas inesperadas, nada preparado.
Restou à Madame pedir algumas pizzas tamanho família na pizzaria próxima e contornar a situação.
Teria sido uma noite tranquila, nada anormal, se os parentes nao tivessem ido embora (Leiam-se) depois da meia noite

ò.ó

essa gente acha que a Madame é santa...
é bem provavel que seja mesmo.
13 de Abril de 1941
Foi num domingo que Madame Nilza veio ao mundo...
Já escolheu o dia mais tranquilo da semana, depois deste domingo o mundo nunca mais foi o mesmo!
Hoje fazem 68 anos que Madame está entre nós!
Parabéns!


Como hoje é uma data especial, vamos relembrar o último aniversário de Madame Nilza.
Domingo, casa cheia logo pela manhã, aquele entra e sai de netos, filhos, amigos e desconhecidos.
Começa um churrasco básico. A família do genro chega de van, irmãs com seus respectivos maridos e filhos.
Depois chega alguns amigos.
No auge da festa resolve-se fazer um coquetel de maracujá.
Madame já havia bebido cerveja, vinho, e mais algumas outras bebidas oferecidas...
Chega o neto com o coquetel de maracujá e a Madame bebe com gosto!
Pouco tempo depois Madame derruba um pedaço de queijo no chão, a turma grita que não tem cachorro e ela agilmente apanha o queijo e enfia na boca. Porém não prestou atenção que um caco de vidro tinha grudado no queijo e cortou a língua...
Ao perceber o corte, Madame colocou a língua para fora, gritando e causando pânico geral nos presentes que ao verem o sangue pingando no chão se desesperavam e não sabiam o que fazer!

Uns gritavam também, outros passavam mal ao ver o sangue, alguém queria levar ela ao hospital, até que alguém grudou um guardanapo de papel na língua da Madame, que se encontrava escorrida na cadeira como se não tivesse forças para se colocar sentada! Mas ao perceber que o papel grudou, ressaltou a profissão da mãe do indivíduo, que nem ela sabia direito quem era, mas não deixaria passar uma oportunidade boa dessas para xingar alguém.

Enfim, a filha trouxe gelo, ela colocou na língua, o sangue parou de escorrer.

Madame Nilza, então, empurra o gelo, que alguém insiste em apertar contra sua língua, e cai na gargalhada ao perceber o tamanho do tumulto que causou!
Todos percebem que não foi nada grave e que não passou de um susto e um exageiro da Nilzinha! Mas todos a olham assustados ainda com certa desconfiaça de que tudo esteja realmente bem.

Todo esse drama por causa de umas bebidinhas além da conta.
Madame já gosta de causar um xabu, ainda mais quando é o centro das atenções e pode justificar que tinha bebido demais depois!
  • Telespectadores

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